quarta-feira, 29 de junho de 2011

Assaltos, baleias e professores de filosofia.


E de vez em quando alguém me aparece com uma dessas: “Ontem sonhei que estava dirigindo, daí vinham uns assaltantes e roubavam meu carro, aí eu começava a chorar e ligava pra polícia. Ó que sonho mais maluco!”

Não, isso não foi um sonho maluco.

Não que eu me ache Freud nem nada, mas eu devo ter ao menos um pouquinho de credibilidade para falar de sonhos e maluquice, porque, modéstia à parte, meus sonhos costumam ser consideravelmente excêntricos. Salvador Dalí curtiria.

Aqui vão alguns didáticos exemplos próprios:

            - Sonhei que namorava uma baleia e saía correndo (?) com ela pelo asfalto enquanto a cabeça dela derretia.

            - Sonhei que meu professor de filosofia estava deitado com o Lázaro Ramos numa rede, discutindo sobre qual seria a hora mais agradável do dia.

            - Sonhei que trabalhava procurando informações sobre desenhos animados antigos numa casa mal-assombrada.

            - Sonhei que ia visitar um poeta que só escrevia poemas na madeira e que ele, do nada, tentava quebrar meu cotovelo.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

There's no promises of peace or of happiness






 There's no promises of peace or of happiness
Well this is why you cling to every little thing
And polverize and derrange all your senses
Maybe life is a song but you're scared to sing along
Until the very ending

Receita de inteligência

Se você estiver se sentindo uma pessoa burra, fale "Bósnia Herzegovina". Você vai se sentir automaticamente mais inteligente.

Comigo funciona.

Vento engarrafado não sopra

Acho difícil de responder quando, descompromissadamente, me perguntam se acredito em Deus. É que geralmente a pessoa que fez a pergunta só está querendo um "Sim" ou "Não", e não exatamente que eu apresente uma tese teológica. Então costumo dizer que "Sim", mas sempre o faço com um certo nó na garganta, como se estivesse contando uma meia-verdade. Então aqui, com tempo e espaço, eis a outra metade da minha verdade:

Eu poderia dizer que sou agnóstica, e eu até que me enquadro bem na definição de agnosticismo da Wikipedia, mas morro de agonia desse termo. Segundo o seriado Community, um agnóstico é um ateu preguiçoso, e é exatamente essa a impressão que a palavra "agnosticismo" me passa: desleixo. Como se eu nunca tivesse parado pra pensar sobre o assunto e resolvesse usar uma palavra que virou moda. Em termos práticos é só que eu não tenho religião. Não encontro nenhuma que me convença, principalmente depois de todas as ótimas aulas de história que tive com minha professora marxista...mas o debate histórico sobre a religião é muito mais denso do que essa postagem pretende ser.

Apesar de eu não ter religião, admiro religiosos conscientes e não-extremistas, que conseguem aliar a poderosa força da fé com a razoabilidade. Sem falar no meu particular apreço por aqueles religiosos que conseguem entender o que significa estado laico.

Só que eu prefiro "definir" o Deus que suponho com um trecho d'um texto de Rubem Alves: "Deus é como o vento. [...] Não sabemos de onde vem nem pra onde vai. Mas não é possível engarrafá-lo. No entanto, as religiões tentam engarrafá-lo em lugares fechados a que eles dão o nome de 'Casa de Deus'. Mas, se Deus mora numa casa, estará ele ausente do resto do mundo? Vento engarrafado não sopra."

Deus é energia. Não é uma entidade antropomórfica coisíssima nenhuma. A questão é que é normal sentir necessidade de estabelecer contato com essa qualquer coisa transcedental, mas estabelecer esse tal contato com uma força abstrata é tão complexo! Até pratiquei ioga e meditação por algum tempo pra ver se eu conseguia me comunicar com o universo e coisa e tal, mas acabou sendo vago demais pra mim. Então resolvi esse problema de maneira muito simples: quando eu sinto vontade, eu falo com um amigo imaginário, que não me dá medo, não diz o que eu tenho ou não de fazer, nem exige respeito. Às vezes eu imagino como homem, às vezes como mulher e às vezes como Dragão da Sorte. Não há regras. É uma força que está tanto fora quanto dentro de mim à qual eu dou a forma que eu quiser e com a qual, sem maiores pretensões, eventualmente "estabeleço contato", seja conversando, pedindo, desabafando... e é reconfortante. 

Então é esse o Deus super alternativo ao qual me refiro quando digo "Sim". Dei uma limpada geral na enorme carga daqueles conceitos divinos herméticos e continuei usando a mesma simpática nomenclatura. Podem até achar que eu estou blasfemando, mas, com todo o respeito, tudo isso me parece muito mais autêntico, quiçá mais profundo, que a conduta de muitos cristãos de facebook, que adoram meter o dedo na cara dos outros e condenar, mas se limitam a repetir algumas orações decoradas e ir à igreja no domingo a contra-gosto.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Morro de preguiça de maçãs

Maçã é a fruta mais clichê que existe.

O jeito dela de existir

De um sorriso doce, com dentes pequeninos
Um tom de pele tímido
Mãos engraçadas
Pernas fininhas (Que, se tocam uma na outra, tilintam)
E pescoço longo - assim a cabeça fica mais perto do céu.

Mas às vezes esquecia-se de que era linda.

A tristeza e as bolinhas

Tenho certeza de que uma parte da tristeza do mundo se deve à falta de piscinas de bolinhas de qualidade.
Hoje em dia praticamente só existem aquelas piscininhas mequetrefes com uma dúzia de bolas amassadas onde só pode entrar a menor das crianças, poxa vida.
Pela dignidade das piscinas de bolinhas!


Cena de tristeza


E o Sol congelou seu coração




Eu costumo ter preguiça de videoclipes, mas esse é muito fofilindo.

Bucket List

-Ter um cachorro
-Dirigir na estrada ouvindo Ticket to Ride
-Pisar em uvas
-Provar jabuticaba
-Ter cheiro de baunilha
-Ter uma casinha azul clara com um jardim

Adoro listas

Adoro:

-Cheiro de fósforo
-Azul marinho
-Tablete Valda
-Garotos com cara de sono
-Cheiro de lanche de criança
-Caretas

Não Adoro:

-Queijo ralado
-Bonés
-Pirulito de coração vermelho
-Atender telefone residencial
-Lavar panelas
-Colocar no prato feijão antes que arroz

"Sou todo ouvidos"

Só eu que acho engraçada essa expressão?
Fico imaginando uma pessoa com o corpo todo cheio de orelhas.
Orelha na mão, no pé, na bochecha, na testa.
É meio nojento.

Impressões palavrísticas

Palavras Gordas:

Caramanchão
Bisonho
Anchova

Palavras Magras:

Inquilino
Pente
Cílio



Bóris

Bóris é um nome engraçadíssimo.
Queria ter uma hipopótamo só pra chamar de Bóris.